Tópicos
- Translucência Nucal
- Osso nasal e outros marcadores ultrassonográficos no primeiro trimestre de gravidez
- Avaliação bioquímica sérica materna no primeiro trimestre de gravidez
- Espessura da translucência nucal
- Técnica de medida da translucência nucal
- Desvio da medida da translucência nucal em relação à mediana
- Treinamento dos ultrassonografistas e avaliação da qualidade da medida da Translucência nucal
- Espessura da TN e risco de anomalias cromossômicas
- Implementação do rastreamento da trissomia do cromossomo 21 por meio da TN na prática clínica
- Translucência Nucal e bioquímica sérica materna
Translucência Nucal
Fator importantíssimo para a avaliação do risco da trissomia do cromossomo 21, a medida da translucência nucal pode também contribuir para a detecção de outras anomalias cromossômicas, bem como de malformações cardíacas e de displasias esqueléticas. Esse site foi criado com o intuito de auxiliar os profissionais da área trazendo informações da FMF London a respeito desse assunto.
A Translucência Nucal (TN) é a aparência ultrassonográfica do acúmulo de fluido na região cervical posterior do feto no primeiro trimestre da gravidez.
• O termo TN é utilizado, independentemente da aparência do acúmulo de líquido e pode restringir-se apenas a região cervical ou englobar todo o feto
• A incidência de anomalias, cromossômicas ou não, está relacionada à medida da TN, não à sua aparência. Durante o segundo trimestre, a translucência pode desaparecer ou, em alguns casos, evoluir para edema nucal ou higromas císticos, com ou sem hidropisia fetal.A TN normalmente aumenta com o avançar da idade gestacional e com o aumento do comprimento crânio-nádega (CCN).
Em um feto com determinado CCN, cada medida da TN representa um fator de correção (ou risco relativo), que é multiplicado pelo risco a priori específico para a idade gestacional e a idade materna, para cálculo do novo risco.
Quanto maior a medida da TN, maior o fator de correção; logo, maior o novo risco. Em contrapartida, quanto menor a medida da TN, menor o fator de correção e, conseqüentemente, menor o novo risco (Figura 1).

Figura 1. Risco para trissomia do cromossomo 21 relacionado a idade materna (risco a priori) na 12a
semana de gestação e efeito da espessura da TN fetal.